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terça-feira, 29 de junho de 2010

Seleção da vida


Lí há pouco sobre uma pesquisa feita por uma universidade inglesa que afirmava que a quantidade de informação disponível no mundo dobra a cada ano. Pior, esse número está aumentando a cada cinco anos.

Traduzindo, como se ainda não bastasse tudo o que temos para fazer, agora, ainda para nos mantermos atualizados vamos ter que ler o dobro e rápido, porque em cinco anos nem isso vai ser suficiente!

Parece que a velocidade da vida aumenta a cada ano, tenho certeza que você já falou ou ouviu alguém dizer: “esse ano passou tão rápido... o verão já acabou!”

Essa sensação se dá porque a quantidade de informação disponível praticamente dobra anualmente com a era da informação.

São tantos modelos de aparelhos, novas formas de nos relacionarmos com eles, novos softwares, jornais, revistas, blogs, sites. Isso sem citar a moda, a gastronomia, tendências, pessoas, empresas, lugares...

Seria impossível ler tudo o que há. Comer, beber, visitar, aproveitar, aprender.

Portanto, os que se destacarão no futuro, serão os que tiverem desenvolvido um processo seletivo natural, onde serão capazes de otimizar seu parco tempo, somente naquilo que realmente importa.

Comecemos a praticar desde hoje.

Tudo é treino.

Tenho certeza que dirigir pareceu difícil a primeira vez que pôs o pé na embreagem.

O carro saltou como um cabrito e você teve medo. Depois, foi treinando, treinando, até ter a medida certa e hoje ficou tão fácil que chegou ao ponto de esquecer como foi o inicio.

Selecionar também pode parecer uma embreagem a primeira vista, mas com persistência e vontade, daqui a pouco, será tão orgânico, tão natural, que você vai jurar que nasceu seletivo.

Mãos a obra, nunca é tarde para começar.


Claudia Cataldi é jornalista e presidente do Instituto Responsa Habilidade

presidencia@responsahabilidade.og.br

www.responsahabilidade.org.br

www.twitter.com/ClaudiaCataldi

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Parada Obrigatória


Estou lendo um livro onde o autor se descreve aliviado por haver uma grande nevasca, daquelas em que não se ousa nem jogar o lixo fora de casa.

Curioso não?

Afinal, lutamos tanto para conquistar nossa independência, nosso direito de ir e vir, nosso progresso em todos os sentidos, para depois nos sentirmos gratos a um fenômeno da natureza que nos tiraria a culpa por termos legitimamente um dos instintos humanos mais primitivos: a preguiça.

Porque estamos nos exaurindo tanto, aceitando tanta cobrança?
Porque temos que consumir tanto, comer tanto e tantos outros tantos por aí que ficaríamos aqui páginas e páginas?

Essa imposição vem de fora para dentro, nós é que a permitimos entrar desavisados que estamos pelo corre-corre da vida que não nos dá tempo de reflexão crítica.

E foi justamente por isso que escolhi esse assunto para começarmos o ano, para lembrar que sempre é cedo para acordamos, para abrirmos nossos olhos de ver.

Treino é a base de tudo. Se você não veio assim, treinadinho de fábrica, esse acessório funciona como original quando bem instalado.

Procure somente uma boa oficina para dar uma breve parada na sua extraordinária máquina, e boa jornada.

Nosso novo português


Dei à luz Luca.

É assim que se escreve mesmo, não está faltando nada não.

Tive dúvidas se escrevia essa expressão ou se a substituiria por outra para causar menos explicações, mas cheguei a conclusão que esse debate chega a ser cômico, tendo em vista que às vezes, me pego falando errado propositalmente, para não ter que ser vista como alguém que sim, fala errado!!! Deu pra entender???

Tudo bem que os doídos “menas,” ( em substituição a menos ), “táuba” ( para tábua), largatixa, iorguti, e o campeão da confusão: “trezentAs gramas de queijo” ( em lugar de trezentos ) eu nunca tive coragem de usar, mesmo para me fazer entender, mas confesso que houve momentos em que sucumbí a um dar à luz ao Luca sim, eu confesso...

O português, apesar de lindo é dificil...agora então, com essa reforma, piorou...

Me pego ora ou outra voltando um parágrafo nos jornais, por conta de falta de acentos que diferenciavam por exemplo os verbos ver de vir nas suas conjugações, ou ainda pára de para.
Imagino que para um leitor eventual, ou àqueles que tiveram poucas oportunidades de estudo, o negócio tenha ficado pior. O sujeito só lia mesmo o caderno de esportes, agora nem isso...

Não que eu seja uma professora, longe disso, mas na tentativa de facilitar, acho que dificultaram.



Gente Biônica


Minha amiga fez uma cirurgia plástica. Não entendí bem o porquê. Não que seja contra as plásticas, ao contrário, sou a favor, tudo o que pudermos dispor para nos fazer melhores nesse curto tempo de vida vale.

Acontece que ela não precisava. Não há diferença. Ou melhor, para nós daqui, de fora, porque ela, acha que está outra.

Isso me fez pensar: para onde estamos indo?

Afinal, vale a pena correr o risco de uma intervenção importante dessas, juntinho aos olhos , se não houver algo crônico, iminente?

Meus amigos cirurgiões plásticos que me perdoem, mas , a indústria da beleza em alguns casos esbarra fortemente na premissa principal: a vida.

E é aí que devemos nos questionar e não nos deixarmos ser meros espectadores de nossas próprias vidas.

Como assim? Explico.

Hoje é comum vermos meninas novas, no auge dos 18 anos reclamando dos seios e pedindo aos pais uma plástica para aumentá-los, a famosa “turbinada”. Ora, mas nem que ela tenha se esforçado muito, ainda não deu tempo de destruir o que a naturaza sabiamente criou.

Isso sem falar nas inúmeras e infinitas lipoaspirações de que temos notícia que em alguns casos, deveriam mesmo era sugar os miolos de quem está é sem juízo.

Será que não estamos nos deixando levar por uma indústria que silenciosamente está dominando nosso inconsciente? Está me achando alarmista? Então olhe a sua volta nesse instante e diga se não há algum comercial de um produto milagroso ou um programa de emagrecimento que promete que depois de tomar apenas um shake diário você fica melhor que a Cleópatra...

Como disse no início, correções sadias, necessárias, ótimas, bem vindas, mas mulher e homem biônico, só servem mesmo nas histórias em quadrinhos...



quinta-feira, 24 de junho de 2010

Um final feliz


Você faz parte do filme da sua vida ou é daqueles que ficam na platéia, comendo pipoca e reclamando do roteiro?

Caso sua resposta seja a opção “b”, anime-se, sempre há tempo de mudar.
Esse negócio de estar velho demais para recomeçar, é desculpa de quem gosta mesmo é de poltrona.

Existem oportunidades em todos os ramos para quem realmente estiver disposto.

Muita gente está num emprego que não foi o que sonhou, ou desempregado, mas não se dá conta de que a busca de uma situação melhor passa necessariamente por um preparo custoso seja ele profissional ou pessoal.

Em outras palavras, a forma que nós mesmos nos vemos, é a forma que os outros nos vêem.
Num caso e no outro, soluções e providências são diferentes.

A capacitação, por exemplo, exige sacrifícios de curto prazo como somar à jornada de trabalho - já tão pesada - à volta às salas de aula.

Por outro lado o aprimoramento pessoal talvez não exija tanta transpiração. Está no campo da inspiração. Afinal, exige reflexão e um cuidadoso encontro com nosso próprio ser.

Nesse momento, o que vai contar mesmo, é o que você construiu dentro de si.

Algo que na verdade não tem custo externo algum.

Só sai de nós aquilo que está dentro.

Cuide bem do seu interior e prepare um belíssimo final para sua história.

Claudia Cataldi é jornalista e presidente do Instituto Responsa Habilidade

Sub Total


Você já imaginou como seria bom se na vida tivéssemos a oportunidade de “pré morrer”?

É... de dar uma espécie de sub total, onde pudéssemos reavaliar nossa ações e atitudes e ainda termos depois a chance de voltar à vida, lépidos e fagueiros, consertando tudo o que porventura estivesse errado?

Uma pena não existir esse mecanismo, porque veríamos quantas bobagens foram valorizadas, quantos momentos bons deixamos de viver por pura pequenez...

Quanta alegria que deixou de ser vivida porque estivemos preocupados com o que no fim, não apresenta importância alguma...

Veríamos também os elogios que deixamos de entregar por egoísmo...

Sem falar nos agradecimentos... nas milhares de vezes que devíamos ter dito muito obrigada, você me ajudou muito mesmo, e até por distração ou preguiça não dissemos.

A literatura relata que pessoas que tiveram a oportunidade de passar por experiências desse tipo, de morrer e voltar, quero dizer, tiveram por exemplo, uma parada cardíaca, desacordaram, e por alguma razão que a própria medicina desconhece voltaram, se tornaram melhores, é , melhores do ponto de vista humano.

São mais felizes, menos reclamões, mais gratos pelo simples fato do dia raiar diante de seus olhos.
Podíamos viver de acordo com essa regra: a do sub total, onde valorizássemos somente o que de fato, tem valor.
A garantia é plena. Ser mais feliz!

Claudia Cataldi é jornalista e presidente do Instituto Responsa Habilidade
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Vira Casaca


Por ter feito jornalismo esportivo por muito tempo, sou uma das ainda poucas mulheres que discutem, por exemplo, um impedimento.

E aproveitando a palavra, conforme as barreiras mundiais vão sendo derrubadas, menos preconceito existe, e para não perder a piada, menos impedimento há em mudarmos.

Podemos por exemplo mudar de sexo.

Uma mulher querer virar homem já não é visto como absurdo.

O contrário, também pode se dar tranquilamente, com direito a novos documentos e novo nome.

De família é super comum, praticamente fazendo se sentirem “diferentes” aqueles que não mudaram, mantendo-se no formato original.

Se quisermos trocar a religião, também seremos bem vindos, vistos com ótimos olhos pela futura, a escolhida – como se a anterior fosse errada.

Partido político, nem se fala!

Agora com essa nova resolução da justiça, impondo a fidelidade, diminuiu bastante, mas se cumprirmos as exigências, mudamos e tudo bem, não haverá retaliação alguma.

Jogadores de futebol são os campeões em mudanças.

Trocam de clube descaradamente, mesmo depois de beijar seu escudo demonstrando verdadeira paixão.

Agora, se um vascaíno resolver torcer pelo Flamengo, ou um flamenguista for para o Fluminense, ou um tricolor se decidir pelo alvinegro, dá morte e tudo!

Tem até verbete: vira casaca

Afinal, dirão os leitores, isso é delito seríssimo, 21, ou melhor, 42 pontos na carteira!

Incrível não?

Porque alguns tiveram que decidir seus times ainda nas fraldas, quando seus pais praticamente os obrigaram a usá-las nas cores dos seus clubes prediletos.

Fica comprovado então que na opinião da maioria, tudo é menos importante que futebol.

Talvez venha daí a expressão: pátria de chuteiras!



Claudia Cataldi é jornalista e presidente do Instituto Responsa Habilidade.
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