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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Brincadeira x Brinquedo



Incrível como o avanço da tecnologia interfere nas relações interpessoais. As relações de trabalho são outras, os relacionamentos também. Toda essa mudança comportamental, quando dentro do primeiro núcleo de organização da sociedade, tem afetado diretamente na criação das crianças que também se comportam e se desenvolvem de maneira distinta. Afinal, a família é outra, em pensamentos, valores e muitas vezes, até na formação.


Já não se brinca mais na rua, não se pula amarelinha nem se joga bola. Crianças, são educadas frente a televisão, ora vendo uma programação que nem sempre é adequada, ora jogando vídeo game alternando sempre com o computador.


Essa nova e controversa maneira de criar filhos tem lançado por terra todas as teorias, embasadas cientificamente, que são inclusive, base de sustentação da Escola atual, de que o desenvolvimento cognitivo, criativo, afetivo e social, está diretamente ligado à brincadeira onde a criança vive a primeira experiência de interação com o meio ambiente, fora do âmbito familiar. É principalmente por meio delas que se inicia o processo de socialização, se desenvolve novas habilidades e se adquire novos conhecimentos.


Já dizia o grande psicólogo suíço Jean Piaget, que: “os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil.”


Toda essa desvalorização do lúdico, se deve ao fato de que, nem tudo teve sua devida evolução. Em tempos modernos, facilmente encontramos pais, muitas vezes jovens, presos à arcaica idéia de que brincadeiras têm como única finalidade, entreter as crianças, desvalorizando todo progresso físico e psíquico que ela é capaz de trazer. Pior! Fazem isso, recompensando o tempo que não dispõe, com presentes, no ledo engano de que o valor do mesmo se sobrepõe ao da brincadeira.


Materialmente falando, não é mentira.
Mas ouso a afirmar que não há no mundo, o que pague todo benefício de uma boa brincadeira. Somente ela permitirá ao seu filho aprender com prazer, ser feliz e crescer!



Claudia Cataldi é jornalista e presidente do Instituto Responsa Habilidade
presidencia@responsahabilidade.org.br

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mal educativo



Depois de um título desses, você certamente estará se perguntando o que será que eu quis dizer com isso...
É que na vida, nem sempre dá pra gente aprender assim, só pelo bem, só pelo beijinho e abraço. Umas liçõezinhas se fazem necessárias de vez em quando.
Por exemplo: já pensou em quanto um chifre pode ser educativo? É... chifre, ser traído pela criatura amada, às vezes pode redespertar no outro um sentimento que jamais apareceria se não tivesse havido a... Digamos, intercorrência!

Tudo bem que alguns têm verdadeiro pavor do apetrecho no chapéu, mas vai dizer que nunca ouviu uma história dessas de sucesso?

Que tal então uma doença para aprendermos a dar valor ao que tínhamos desde sempre e nunca agradecíamos? Um problema nos olhos, no joelho, no dente...

A boa notícia é que depende de nós, das nossas escolhas a nossa trajetória.
Podemos decidir aprender por observação ou por experiência. Fique a vontade.

Eu?

Faço questão de pertencer ao primeiro grupo!

Claudia Cataldi é jornalista e presidente do Instituto Responsa Habilidade
Twitter: @claudiacataldi /presidencia@responsahbailidade.org.br