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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Calça velha




Emagrecimento é mesmo um tema fascinante, estou convencida disso.
Desde que perdi 20 quilos sozinha após dois partos em anos consecutivos, não param de chegar e-mails, twitts, mensagens em outras redes sociais, convites de palestras e até proposta de escrever um livro!

É como se o que fiz fosse algo fora de série, do outro mundo mesmo, quase impossível. Será que nos tornamos tão dependentes de ajudas externas que o simples fato de alguém determinar por força de vontade pura, utilizando a velha maneira infalível que se conhece de perder peso, fosse algo a ser celebrado?

Pois eu conto. Aqui em alto e bom som.
EU FECHEI A BOCA, ponto.
Só isso, simples assim, reduzi o que sabemos, todos sabemos, que engorda e aumentei o contrário!

Te decepcionei, talvez tenha soado até chata, simplória, sem mistérios...
Mas o que dá resultado na vida na maioria das vezes é assim mesmo, simples! A gente é que complica.

Se a partir de agora você se comprometer a viver um dia de cada vez sob o real domínio da simplicidade, vai se surpreender com a quantidade de reações positivas que irão ocorrer em sua vida.

E quando além de tudo, você voltar a entrar naquela calça referência, guardada há anos como padrão, me escreve, vou celebrar também sua vitória!

Claudia Cataldi é jornalista e presidente do Instituto Responsa Habilidade.
Claudiacataldi@responsahabilidade.org.br
Twitter @claudiacataldi

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Economia Verde


Tornou-se recorrente no mundo a preocupação em estabelecermos formas sustentáveis de produção.

As lideranças mais responsáveis sejam elas oriundas da administração pública, do meio empresarial ou do terceiro setor, não divergem sobre a necessidade de continuarmos a gerar atividade econômica que permita garantir a sobrevivência de um planeta que passará dos atuais 7 bilhões de habitantes para a casa dos 9 bilhões em um horizonte inferior a 30 anos. Aliás, 2010 representou um marco no qual pela primeira vez na história da humanidade a população urbana superou a população rural. Isso quer dizer que cada vez mais teremos menos pessoas no campo e mais bocas para alimentar nas cidades.

Esse fato, nos faz refletir sobre o papel da agricultura de uma maneira totalmente inovadora. Não podemos mais encarar o alimento como algo para saciar a fome. Na verdade, ele é fonte de geração de energia para cada uma das máquinas maravilhosas que o ser humano representa.

Assim posto, o assunto relativo a produção agrícola dará chance para que, o chamado terceiro mundo, localizado via de regra abaixo da linha do Equador, seja o grande fornecedor daquela que será a mercadoria mais rara, e por isso mesmo muito cobiçada, pelas economias desenvolvidas: energia sustentável.

Por isso, entendo não haver dilema entre a produção de alimentos e de biomassa, afinal, tudo converge para o mesmo ponto. O Brasil tem dado demonstração de que é capaz de produzir um biocombustível da qualidade do etanol que representa apenas 11% das emissões de gases de efeito estufa da gasolina – um ganho tão evidente que fala por si – porém, usando apenas 1% de sua área agricultável com o plantio de cana de açúcar.

Cai por terra, os argumentos dos adversários do país no plano internacional que levaram anos tentando satanizar o biocombustível brasileiro disseminando mentiras e bobagens como por exemplo: a ocupação da Amazônia com o plantio de cana. A propósito, a única destilaria que ousou desafiar a lógica técnica daquela região, fechou suas portas.

O Brasil tem se revelado tão competitivo em matéria de agronegócio que vem gerando o sentimento em seus concorrentes de que precisam reagir, e eles tem feito isso de várias maneiras, inclusive com a novidade mais discutida do momento que são as chamadas barreiras de responsabilidade sócio ambiental. Tais barreiras, superam em muito a eficiência das chamadas barreiras alfandegárias ou sanitárias.

Estas, o Brasil descobriu a fórmula de contestar em fóruns internacionais como, por exemplo, a OMC – Organização Mundial do Comércio – ou a OIE – Organização Mundial de Saúde Animal . Já essas novas restrições são difusas e disseminadas diretamente entre os consumidores desses países, gerando pressões contra a aceitação de nossos principais produtos, seja nas cadeias de produção animal ou vegetal, com acusações de que o Brasil como um todo, descumpre legislação ambiental, trabalhista e social.

Somente quem conhece profundamente o cenário das nações, pode avaliar o quanto tais acusações são injustas.

Para não irmos muito longe, basta lembrar que a Europa desmatou quase todo o seu território, assim como os Estados Unidos, e que a China não é exatamente uma “referência” no que tange as relações de trabalho e respeito aos direitos humanos.

Falta portanto autoridade moral para colocar o Brasil neste corner.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Perfume Eterno - Artigo

Perfume eterno

Caminhando pela rua, cruzei com um desconhecido que conversava no celular. Cena comum.

O que me chamou atenção foi a curta frase: “A gente fede”.

A principio, achei grosseiro, e imagino que você também se choque com a escolha das palavras. Mas, no fundo, até que gostei do poder de síntese do rapaz, e quis dar ao assunto a leveza possível para trazermos luz a esse tema tão verdadeiro.

Nessa vida, ninguém pode esquecer de ser bom, de ser solidário, de cuidar da natureza, da família e de sobretudo, dar bons exemplos e deixar um legado positivo, afinal não somos nada.

Se reduzirmos e formos à origem ninguém vai poder discordar do sujeito. Todos temos que nos cuidar o tempo todo, uma atenção que vai muito além da aparência, para não permitir que nossa “humanidade” vença.

Então, de onde uns tiram uma superioridade que não lhe foi outorgada? Porque ainda existem criaturas que parecem ter prazer em subjugar outras?

Só me ocorrem duas hipóteses: ou descobriram o elixir da imortalidade ou bebem perfume.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Supermercado é templo



Só falta me benzer toda vez que entro num supermercado.


Você já se deu conta que aqueles produtos embaladinhos, limpinhos, brilhantes, cheirosos e bonitos, nenhum teve origem naquele “galpão”?


Todos, sem exceção, viajaram quilômetros para poder estar ali disponiveis, dentro da validade e no caso das folhosas, viçosas e convidativas para consumo?


Se formos falar dos lácteos, teremos uma cadeia produtiva tão grande por trás de um simples iogurte, que nessa página nem caberia.


E essa é a origem do meu respeito reverencial.
Para que nós da cidade possamos nos alimentar com a variedade de sabores e opções disponíveis, uma infinidade de pessoas acorda cedo para cuidar da terra, ordenhar animais, vaciná-los etc.


Não sou a cavaleira do apocalípse não, minha intenção é trazer à discussão um assunto que pouca gente discute: o valor da terra, da agricultura.


Quase ninguem agradece, só reclama na falta. E se com esse artigo eu conseguir convencer você, já não estarei só, valeu.


E quanto mais pessoas forem valorizando esse processo, menos desperdício haverá, menos gente desreipeitará uma simples caixinha de ovos como ví outro dia uma senhora fazer. Diante de uma pilha delas, ela puxava uma que estivesse bem lá embaixo na esperança de encontrar alguma que não tivesse nenhum quebrado. Nem preciso relatar o fim da história e dizer que quem chegou depois só encontrou omeletes!


Confesso que quase avancei nela, tamanha ignorância com que tratava um artigo tão nobre!
Comer é vital, mas comer bem, depende das nossas escolhas que passam pelo nosso respeito pelo alimento.


Afinal somos uma pilha daquilo que comemos.




Twitter: @claudiacataldi